Nem sempre as decisões dos filhos seguem o caminho que imaginámos.
Neste testemunho real, a minha mãe partilha o impacto de descobrir que a filha decidiu seguir a maternidade independente.
Mas essa criança vai nascer sem pai!!!!
Esta foi a minha reação, mãe da minha filha de 40 anos quando me comunicou que tinha decidido ser mãe independente!
Achava eu que era uma mulher aberta, “prá frente”, sempre pronta a não negar à partida qualquer ideia nova…e aqui estava eu a não saber gerir esta decisão decidida, sem hipótese de discussão.
A resposta foi clara: mãe, olha à tua volta, quantas mulheres vivem sozinhas com os seus filhos, o pai simplesmente ou não assumiu, ou desapareceu ou simplesmente não é um bom pai.?
Tudo isto é verdade, não contesto, mas o pai é importante no desenvolvimento da criança; homem e mulher são diferentes – ambos necessários; não conseguia aceitar esta decisão!
Levei 2 meses a digerir esta nova situação. Não acompanhei a minha filha à Clínica nem à primeira consulta, não por birra, mas porque tive de ter um tempo para aceitar “de corpo e alma” esta nova realidade e dizer para mim mesma que estaria sempre por perto.
E comecei a ir às consultas, e comecei a amar aquela “coisinha” que se estava a desenvolver dentro dela. E via-a feliz, diria mesmo FELIZ, com uma barriga enorme, com uma energia enorme – uma mãe feliz e muito gira!
E nasceu o Luca – mínimo!
E hoje, quase a fazer 7 anos, é um miúdo como os outros, difícil de arrancar dos écrans, falador, opinativo, interessado, amante de livros e da sua bicicleta.
E nós? De uma geração onde nada disto era sonhado ou possível, onde ainda há pouquíssima informação ou dados, o que temos de fazer é abrir os nossos braços e acreditar que tudo é feito com amor; e tudo o que é feito com amor só pode dar certo!
Eu sei, nem sempre é assim!
Mas a vinda de um bebê, é a esperança de contribuir para a “construção” de um ser humano com valores, preocupado com o seu próximo, justo, “um homem às direitas”.
No mundo louco em que vivemos, em que nos deparamos com atitudes nunca pensadas possíveis ou vistas, literalmente loucos à solta, ver a inocência das crianças e aprender com elas, sempre, vale a pena!
Eu não lutei contra, mas não é fácil para uma pessoa de 60 e tal anos!
Este é um dos muitos testemunhos reais sobre maternidade independente.
Porque há tantas formas de construir uma família – e todas começam no mesmo lugar: o amor.
Publicado a 6 de Maio de 2026
